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O reforço da cooperação educativa entre Timor-Leste e Portugal pode abrir novas oportunidades para professores portugueses interessados em experiências internacionais, em particular no âmbito dos Centros de Aprendizagem e Formação Escolar, conhecidos por escolas CAFE.

A ministra da Educação de Timor-Leste, Dulce de Jesus Soares, reuniu-se em Lisboa com o ministro português da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, num encontro dedicado à cooperação bilateral no setor educativo e à continuidade do projeto CAFE, que funciona em todos os municípios timorenses.
Segundo informação divulgada pelo Governo timorense e noticiada pelo e-Global, a governante abordou a preparação do contingente de docentes portugueses para o ano letivo de 2027. Fernando Alexandre afirmou, por seu lado, que Portugal pretende reforçar esta cooperação e indicou que, no próximo ano, serão 150 os professores portugueses a lecionar nas escolas CAFE.
A reunião revelou também uma segunda frente de recrutamento, de natureza interna timorense: Dulce de Jesus Soares informou estar em curso um concurso especial para 200 professores timorenses destinados às escolas CAFE. A medida aponta para uma estratégia combinada: presença de docentes portugueses no quadro da cooperação bilateral e reforço progressivo de professores timorenses no mesmo projeto.
As escolas CAFE têm sido apresentadas pelos dois governos como um instrumento central da cooperação educativa entre Timor-Leste e Portugal, associando ensino, formação em contexto, promoção da língua portuguesa e acompanhamento pedagógico. O sinal político deixado em Lisboa confirma que Timor-Leste continuará a ser um dos destinos relevantes da cooperação educativa em língua portuguesa.