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Foto DR via página da EP Moçambique
A Associação de Pais e Encarregados de Educação da EP Moçambique manifestou «grande apreensão» perante a alteração do calendário das provas e exames nacionais decretada pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) de Portugal, alertando para os efeitos da decisão no planeamento escolar e familiar e para as dúvidas que persistem sobre a condução do processo e os seus resultados.

Em resposta ao Escolusas, a APEE afirma, pela voz da presidente Carolina Dias, que os encarregados de educação e alunos acompanham a situação «com muita preocupação», sobretudo pelas consequências que poderão recair sobre os estudantes dos 11.º e 12.º anos e respetivos percursos académicos.
A APEE, que quebrou o silêncio público entre as escolas portuguesas localizadas em África sobre a crise dos exames nacionais finais, apelou às famílias dos alunos daqueles anos terminais de escolaridade para que contactassem, por correio eletrónico, as entidades competentes para pedir «explicações claras e garantias» sobre a gestão do processo. A própria associação afirma ter enviado uma comunicação em nome dos encarregados de educação que representa. Sublinha que a sua prioridade é assegurar a salvaguarda dos interesses dos alunos e reduzir os impactos negativos das alterações na sua organização, expectativas e futuro académico.
A APEE acrescenta que continuará a acompanhar a situação em articulação com a direção da Escola Portuguesa de Moçambique, procurando apoiar alunos e encarregados de educação enquanto subsistirem dúvidas sobre o processo de exames nacionais.