2010 | Quando o teatro ganhou palco na EP Moçambique

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DR via EP Moçambique

Antes de começar a ser grupo, o Maningue Teatro foi movimento: livros na rua, leitura de histórias em voz alta, alunos a experimentar o corpo, a palavra, a saltarem para o palco da EP Moçambique.

Os registos mais antigos localizados nos canais de comunicação da escola apontam para o início do ano letivo 2010/2011, quando um grupo de alunos surge associado à Biblioteca Escolar José Craveirinha e à professora Tânia Silva, do Departamento de Línguas. A 21 de outubro de 2010, uma notícia da página da EP Moçambique anunciava uma atividade do Dia da Biblioteca Escolar, com contos de diversas origens culturais dramatizados na rua, junto ao portão 4 da escola. O conto português foi relatado por Tânia Silva, a fundadora do Maningue Teatro. Parece ter sido o começo simbólico do grupo estudantil, associado à leitura, à oralidade, à biblioteca e à ideia de abrir a escola à comunidade.

A edição de setembro/outubro de 2010 da revista O Pátio das Laranjeiras confirma o primeiro retrato mediático e, no número seguinte (novembro/dezembro de 2010), o Maningue Teatro foi referido como participante nas atividades da Feira do Livro, com intervenções teatrais e dramatização da história Mar de Maputo, de Rafo Diaz.

DR via EP Moçambique

A partir de 2010 o Maningue Teatro começou a ganhar corpo dentro da vida escolar. Por exemplo, logo em 2011, no Dia de África, o grupo declamou Quero Ser Tambor, de José Craveirinha, num momento de homenagem ao poeta moçambicano e a Malangatana. Já em 2012, o Pátio das Laranjeiras fala do grupo estudantil Maningue Teatro que protagonizou um espetáculo de encerramento do ano letivo, relatado por Tânia Silva em artigo assinado na publicação oficial da escola.

Na descoberta das origens do Maningue Teatro não surge o clássico «clube de teatro» para preenchimento de tempos livres, mas sim um cruzamento oportuno entre língua portuguesa, leitura, biblioteca, oralidade e expressão dramática. O palco podia estar no pátio, na rua, numa história contada, num poema ou numa feira do livro.

O Plano Nacional de Leitura (Portugal), como fonte, identifica Tânia Silva como professora de Português, contadora de histórias e formadora, referindo que, em Moçambique, como docente da EP Moçambique, fundou o Maningue Teatro e desenvolveu projetos de mediação ligados à Biblioteca Escolar José Craveirinha. Foi figura central do dinamismo do grupo que teve na Biblioteca Escolar José Craveirinha o seu ambiente natural.

Rapidamente após a sua fundação, o Maningue Teatro passou a oferecer atividade como complemento curricular ou extracurricular da EP Moçambique, fruto de maningues leituras, maningues palavras e maningue palco.

Imagem: Plano Nacional de Leitura

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Redação Escolusas
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