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As «Bonecas Viajantes» da EP Díli estiveram, em agosto, patentes numa exposição no Teatro Thalia, em Lisboa. A notícia foi avançada pela própria escola timorense na sua página oficial a 6 de agosto e enquadrava o evento numa iniciativa conjunta que reúne as escolas portuguesas no estrangeiro.

Cada peça em exposição viajou acompanhada de um “Caderno de Viagem”, preenchido pelos alunos das escolas que as visitam. Concluído o percurso, o caderno regressa à escola de origem, passando a funcionar como memória partilhada de uma experiência artística transnacional. É anualmente em agosto que se dá a troca de peças entre as escolas participantes, dando continuidade ao circuito.
De acordo com uma notícia publicada na página oficial da EP Luanda, em maio de 2025, o primeiro «encontro» das “Bonecas Viajantes” foi promovido pela EP São Tomé e Príncipe em 2023 e que o projeto foi integrado no Plano Nacional das Artes de Portugal, o que não foi possível confirmar na página oficial do PNA em rede. No IV Encontro das Escolas Portuguesas no Estrangeiro (EPE), realizado em Luanda a 5 e 6 de maio de 2025, foram a presidente da CAP, Luísa Antunes, e António Marques, o subdiretor (nomenclatura oficialmente usada), que levaram as “Bonecas viajantes” criadas pelos alunos da própria escola para a sessão de troca com as restantes escolas presentes. Segundo a página da EP Moçambique, as criações representavam figuras como Eusébio, Malangatana, Samora Machel, Geny Catamo, Neyma Alfredo, Lurdes Mutola e Alcina Panguana.
A EP Cabo Verde é o único estabelecimento de ensino público da rede EPE que não integra a lista atual de escolas aderentes ao Plano Nacional das Artes.