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A EP Díli está sobrelotada e tem uma lista de espera com mais de 500 candidatos, garantiu o diretor, Manuel Marques, a dirigentes da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) que visitaram a escola, segundo noticiou a TDM – Teledifusão de Macau a 11 de outubro.
Para o diretor, a lista de espera é uma «realidade que reflecte a crescente procura pelo ensino em língua portuguesa no território timorense» a que a escola, atualmente com quase 1400 alunos, do pré-escolar ao ensino secundário, procura responder, mas «as instalações actuais já apresentam limitações e sinais de degradação», justifica. Subsidiariamente, Manuel Marques considerou também que um número suficiente de aulas semanais da disciplina de Português é «condição indispensável» para que os alunos dominem corretamente a língua e possam enfrentar os exames nacionais.
A sobrelotação da escola não é nova e a vontade de erigir novas instalações remonta a 2018, pelo menos. Mais recentemente, em maio deste ano, o Governo português anunciou que vai construir novas instalações de raiz num terreno de cerca de 15 mil metros quadrados, na zona de Caicoli, cedido pelo Estado timorense por 99 anos. O projeto prevê albergar 70 turmas e cerca de dois mil alunos, com um custo de 21 milhões de euros, sem contar com projeto, fiscalização e outros encargos.
A delegação da ATFPM era composta por Rita Santos, presidente da Assembleia Geral, e por José Pereira Coutinho, presidente da Direção da associação e deputado à Assembleia Legislativa de Macau. Segundo a TDM, os dois dirigentes abordaram, durante a visita a Timor-Leste, do papel de Macau como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa.
A deslocação a Díli foi patrocinada pela Fundação Macau e organizada localmente por Filipe Silva, conselheiro das Comunidades Portuguesas em Timor-Leste, que vive no país desde 2000 e foi professor de língua portuguesa. Em 2024 tornou-se o primeiro conselheiro eleito por Timor-Leste para o Conselho das Comunidades Portuguesas. Já em Timor-Leste, a ATFPM também visitou o Museu da Resistência Timorense e, no dia seguinte, foi recebida pela presidente do Parlamento Nacional e ainda pelo Presidente da República, José Ramos-Horta.