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A EP Macau pediu ao Governo português o adiamento do prazo de candidatura ao ensino superior, na sequência da polémica em torno dos exames nacionais e dos atrasos no processo de classificação e afixação das pautas. A informação foi avançada pela TDM — Teledifusão de Macau, que noticiou o pedido da escola ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação de Portugal, citando o presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do estabelecimento de ensino macaense.
O pedido surgiu depois de o Governo português ter alterado o calendário da avaliação externa, justificando a decisão com dificuldades técnicas no novo processo de classificação eletrónica das provas. Com aquela alteração, a afixação das pautas da primeira fase passou para 17 de julho, mantendo-se, no entanto, o arranque das candidaturas ao ensino superior a 20 de julho.
Segundo o calendário da Direção-Geral do Ensino Superior, a candidatura à primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior decorre de 20 de julho a 6 de agosto para a generalidade dos candidatos. Para os candidatos ao contingente prioritário de emigrantes, familiares que com eles residam e lusodescendentes, bem como para candidatos com pedido de substituição de provas de ingresso por exames estrangeiros, o prazo foi apontado para 27 de julho.
A posição da EP Macau coloca em evidência a ampliação do impacto específico que decisões tomadas a partir do calendário nacional português podem ter nas escolas portuguesas no estrangeiro, sobretudo em territórios com diferença horária significativa e com alunos que dependem dos resultados dos exames nacionais para organizar candidaturas, consultas de prova, reapreciações ou eventual recurso à segunda fase.