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Hoje é o batismo do Escolusas: festeja a primeira efeméride pública e mundial, O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Sem ela – a liberdade – não estaríamos a cumprir o nosso terceiro dia de existência. Foi assim durante várias décadas nos atuais países de expressão oficial portuguesa, onde a ousadia de informar era penalizada pelo poder político.
É bom fruir da liberdade de expressão e de iniciativa, de praticá-la para tornar o mundo um universo de vida cada vez mais hospitaleiro. E a escola é um bom sítio para se aprender a liberdade, cabe a ela ser a anfitriã-rainha da aprendizagem da liberdade.
Calhou o Escolusas «abrir os olhos» para o mundo no 1.º de Maio, como fruto de uma prolongada jornada de edificação dos seus alicerces, inspirada nos valores e méritos do trabalho lembrados por aquela data histórica. Três dias depois o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa fez o batismo e apadrinhou o início da nossa caminhada na companhia dos leitores.
No universo das escolas portuguesas fora de Portugal, a liberdade de imprensa apresenta realidades muito diferentes. A leitura dos dados do índice Repórteres Sem Fronteiras (RS) 2026 mostra um contraste claro entre países classificados como livres, como Portugal (á cabeça), Timor-Leste, Cabo Verde e Brasil, e contextos onde o exercício do jornalismo enfrenta sérias limitações, como Moçambique, Guiné-Bissau, Angola e China, aqui considerada pela referência a Macau.

A classificação da Freedom House ajuda a enquadrar as diferenças políticas e cívicas: alguns países surgem como livres, outros como parcialmente livres e outros ainda como não livres. O retrato é relevante porque a vida das escolas portuguesas nesses países decorre em sociedades com graus muito distintos de liberdade pública, acesso à informação e independência jornalística. A geografia escolar é também, inevitavelmente, uma geografia de liberdades desiguais.
A RSF apresenta o índice de 2026 como o pior dos últimos 25 anos. A principal conclusão global é que a liberdade de imprensa atingiu o nível mais baixo desde a criação do índice: a pontuação média mundial nunca tinha sido tão baixa e, pela primeira vez, mais de metade dos 180 países e territórios avaliados passou a estar nas categorias «difícil» ou «muito grave». A RSF destaca sobretudo a degradação do indicador legal, associada ao uso abusivo de leis de segurança nacional, processos judiciais intimidatórios e criminalização crescente do jornalismo ou asfixia do setor por via legal e económica.
