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Gratuito

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João Paulo Videira
Professor e escritor

É com profundo agradecimento e sentido de responsabilidade que aceito o convite para assinar o primeiro editorial da Escolusas. Ser escolhido para inaugurar este espaço dedicado à partilha de ideias entre professores e alunos das escolas portuguesas no estrangeiro é, para mim, uma honra que celebra a importância da nossa comunidade educativa além-fronteiras.
Saúdo, com especial reconhecimento, o coordenador António Lopes. À sua visão e ao seu empenho deve-se grande parte do arranque desta revista: António reuniu vontades, traçou caminhos e tornou possível que a Escolusas nascesse como um lugar de encontro, reflexão e construção coletiva.
Escrever para este público exige sensibilidade e exigência. Direcionamo-nos a professores que formam e a alunos que aprendem. A ambos devemos clareza, rigor e respeito. Mas há princípios que não podem ser negociados: a Verdade — como compromisso com a precisão e a honestidade intelectual. A Independência — como resistência a atalhos fáceis e a influências externas que amputem o pensamento crítico. E a Liberdade — como condição que permite a palavra correr o risco de interrogar, propor e transformar. Só assim, uma voz editorial serve realmente a comunidade educativa. Informando, provocando diálogo e abrindo espaços onde ideias se confrontam com urbanidade e coragem.
Que a Escolusas se afirme, desde já, como um porto de curiosidade e de responsabilidade: onde a escrita seja prática de cidadania, a leitura fonte de crescimento e a revista um instrumento de ligação entre quem ensina e quem aprende, onde quer que estejam.
Exaltemos a escrita que pensa, a leitura que expande horizontes e este projeto que nos convida a construir saberes partilhados. Bem-vinda, Escolusas! Que esta primeira edição seja apenas o início de uma longa e frutífera travessia.