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O Governo de Macau anunciou que vai publicar, em 2027, versões em português e inglês dos manuais sobre educação para a segurança nacional da China, segundo noticiou a edição de 20 de agosto do Jornal Tribuna de Macau (JTM). A medida prevê “intensificar a divulgação e aplicação” daqueles materiais nos ensinos básico e superior, com o objetivo de “alcançar a cobertura total da educação sobre a segurança nacional”, pois há necessidade de “reforçar a consciência nos jovens sobre o conceito da segurança nacional”.
O JTM refere que o plano quinquenal a implementar até 2030 não esclarece se a educação patriótica irá abranger as escolas internacionais, grupo no qual se insere a EP Macau controlada pelo Estado português. No entanto, a própria EPM relatou, em 13 de abril último, que um grupo de 16 alunos da escola participou, entre 30 de março e 3 de abril de 2026, no Acampamento da Defesa Nacional do ano letivo 2025-26, no Centro de Formação e Educação para a Defesa Nacional, em Zhuhai, onde se realizou uma atividade de cinco dias em regime de internato, organizada pelo Departamento de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) e coorganizada pela General Association of Chinese Students of Macau. A própria EP Macau apresentou como objetivos da iniciativa “cultivar o senso de disciplina, o espírito de equipa” e, ainda, “fortalecer o sentido de patriotismo”. Este acampamento é organizado desde 2008/2009 pela DSEDJ para alunos do ensino secundário de todas as escolas de Macau, com uma participação que, em 2018/2019, envolveu mais de 3.300 estudantes distribuídos por 26 turmas, confirmando a obrigatoriedade de formação ideológica das crianças e jovens em todo o território chinês, podendo ser complementada com treino militar, como já sucedeu com alunos da EP Macau.
Numa entrevista concedida ao JTM e publicada a 19 de dezembro de 2023, Acácio de Brito, que então acabara de assumir o cargo de diretor da EP Macau, afirmou não temer um eventual condicionamento do programa de educação patriótica da China sobre o plano curricular da escola porque, afirmou, “a nossa matriz curricular já contempla aspetos relacionados, já contemplamos essas matérias, é uma prática, e procuraremos dar continuidade”, pois adiantou encarar “de forma positiva a valorização daquilo que é chinês”.
Alunos da EPMacau receberam treino militar na China em regime de internato durante cinco dias